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segunda-feira, 8 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
EDUCAÇÃO INCLUSIVA.
EDUCAÇÃO
INCLUSIVA.
Para que as escolas possam acolher a
diversidade do alunado, reconhecendo e valorizando as diferentes capacidades,
competências, habilidades que existem em uma sala de aula, elas precisam ser
revistas inteiramente e mudar suas práticas usuais, marcadas pelo
conservadorismo, excludentes e inadequadas para o alunado que já temos hoje nas
escolas, em todos os seus níveis.
Pensamos que é importante repensar as
práticas de avaliação de aprendizagem. Não podemos continuar pensando em
instrumentos previamente e arbitrariamente estabelecidos pela escola. O aluno
com necessidades educacionais especiais precisa ser acolhido com parâmetros
flexíveis que lhe permitam atingir resultados de forma singular e particular.
Assim deve ter oportunidade de atingir objetivos e poder mostrar
desenvolvimento e mostrar que está apto ou não apto. Pensamos que as
deficiências não podem ser medidas e definidas por si mesmas e mediante
sistemas previamente padronizados por especialistas. Há que se levar em conta
cada situação e estágio que resulta das formas de interação entre as
características do aluno e dos ambientes em que está eventualmente inserido. É
preciso ter acuidade e prestar atenção para que se possam estabelecer espaços
de desenvolvimento adequados a atender as peculiaridades permanentes ou
circunstanciais de cada aluno.
Entendemos que os processos de
aprendizagem e de inclusão de alunos com necessidades especiais não podem
prever mecanicamente a utilização de métodos e técnicas de ensino específicas
para esta ou aquela deficiência, por tabela Os alunos, cada aluno, aprendem até
o limite em que conseguem chegar, se o ensino for de qualidade, isto é, se o
professor considera o nível de possibilidades de desenvolvimento de cada um e
tenta explorar essas possibilidades, por meio de atividades abertas, nas quais
cada aluno pode engajar-se por si mesmo, na medida de seus interesses e necessidade
seja para construir uma ideia, ou resolver um problema, ou realizar uma tarefa.
Eis aí um grande desafio a ser enfrentado pelas escolas regulares tradicionais,
cujo paradigma é condutista, e baseado na transmissão dos conhecimentos.
O processo ideal é aquele em que se acompanha
o percurso de cada estudante, do ponto de vista da evolução de suas competências,
para resolver problemas de toda ordem, mobilizando e aplicando conteúdos
acadêmicos e outros meios que possam ser úteis para se chegar a soluções
pretendidas; apreciam-se os seus progressos na organização dos estudos, no
tratamento das informações e na participação na vida social da escola.
Mesmo que o aluno não chegue a
aprender exatamente tudo o que comumente os demais alunos aprendem, o que é
provável – pois do contrário não haveria déficit intelectual algum – ainda
assim tem o direito de ser avaliado por aquilo que conseguiu desenvolver e de
chegar ao término do ensino fundamental, que é básico e obrigatório. No ensino
médio, ele poderá além dos cursos tradicionais, optar por cursos
profissionalizantes, cursos para jovens e adultos, que ainda retomem conteúdos
de alfabetização, se necessário.
Para ensinar a turma toda, parte-se
da certeza de que as crianças sempre sabem alguma coisa, de que todo educando pode
aprender, mas no tempo e do jeito que lhe são próprios.· É fundamental que o
professor nutra uma elevada expectativa pelo aluno. O sucesso da aprendizagem está
em explorar talentos, atualizar possibilidades, desenvolver predisposições naturais
de cada aluno. As dificuldades, deficiências e limitações são reconhecidas, mas
não devem conduzir/restringir o processo de ensino, como comumente acontece. Para
ensinar a turma toda, independentemente das diferenças de cada um dos alunos,
temos de passar de um ensino transmissivo para uma pedagogia ativa, dialógica,
interativa, que se contrapõe a toda e qualquer visão unidirecional, de
transferência unitária, individualizada e hierárquica do saber.
Um dos pontos cruciais do ensinar a
turma toda são a consideração da identidade sociocultural dos alunos e a
valorização da capacidade de entendimento que cada um deles tem do mundo e de
si mesmos. Nesse sentido, ensinar a turma toda reafirma a necessidade de se
promover situações de aprendizagem que formem um “tecido colorido” de
conhecimento, cujos fios expressam diferentes possibilidades de interpretação e
de entendimento de um grupo de pessoas que atua cooperativamente. Sem
estabelecer uma referência, sem buscar o consenso, mas investindo nas diferenças
e na riqueza de um ambiente que confronta significados, desejos, experiências,
o professor deve garantir a liberdade e a diversidade das opiniões dos alunos.
Nesse sentido, ele deverá propiciar oportunidade para o aluno aprender a partir
do que sabe e chegar até onde é capaz de progredir. Afinal, aprendemos quando
resolvemos nossas dúvidas, superamos nossas incertezas e satisfazemos nossa
curiosidade.
Para melhorar a qualidade do ensino e
para se conseguir trabalhar com as diferenças nas salas de aula é preciso que
enfrentemos os desafios da inclusão escolar, sem fugir das causas do fracasso e
da exclusão desconsiderando as soluções paliativas, sugeridas para esse fim. As
medidas comumente indicadas para combater a exclusão não promovem mudanças e
visam mais neutralizar os desequilíbrios criados pela heterogeneidade das
turmas do que potencializá-los, até que se tornem insustentáveis, obrigando as
escolas a buscar novos caminhos educacionais, que, de fato, atendam à
pluralidade do coletivo escolar. Resumindo podemos dizer que uma escola que
reconhece e valoriza as diferenças presentes em suas salas de aula, tem que se
preocupar em trabalhar com os conteúdos, de modo que possam ser aprendidos de
acordo com a capacidade e ritmo de cada um. Mas enquanto os professores do
ensino escolar, especialmente os do nível fundamental, persistirem em práticas
que não reconhecem e valorizam as diferenças na escola, não teremos condições
de ensinar a turma toda.
Temos que pensar em uma educação
global inclusiva não só na estrutura ou no conhecimento, ou na própria escola,
mas que tragam os intelectuais, que pensam e produzem conhecimento para a
escola, a trabalhar pelo processo de inclusão escolar. Para que esses teóricos
produzam métodos, técnicas e práticas que levem em conta a diversidade de
indivíduos com suas limitações e potencialidades e não acabem jogando esses
educandos para a margem do conhecimento, simplesmente por não poderem
participar ou interagir com as atividades propostas.
Educação inclusiva,
deficiência e contexto social: questões contemporâneas/ Féliz Díaz,
Miguel Bordas, Nelma
Galvão, Theresinha Miranda, organizadores; autores, Elias
Souza dos Santos
segunda-feira, 17 de junho de 2013
ÉTICA.
ÉTICA.
Nos acostumamos, aprendemos e
ensinamos a dizer que a moral diz respeito à conduta esperada, ao comportamento
socialmente desejável, ao conjunto de valores socialmente aceitável, ainda que
variável, de sociedade para sociedade e de tempo para tempo. A ética por sua vez, dizemos, diz
respeito à singularidade, é uma reflexão sobre os nossos atos, sobre a dimensão
singular do ato humano. Entende-se a ética como uma reflexão sobre a moral,
sobre as ações socialmente esperadas, ou ainda sobre a prática da moral
enquanto norma social que rege as condutas.
Não há sociedade sem ética. A
ética é um dos pilares da sociedade, a moral é outro. A sociedade tem na ética
a base de toda sua solidez. A ética é uma espécie de bússola que aponta um
caminho da sociedade, a que faz continuar sendo uma sociedade, por mais que
mude ou sofra mudanças. Mas a sociedade é complexa e comporta contradições,
conflitos e tensões, inclusive, moral e ética.
A família é a base da sociedade,
logo a sociedade é feita de famílias, mas ao mesmo tempo ela destrói as
famílias.
Vivemos na cultura do
individualismo e do hedonismo, onde cada vez mais os interesses individuais se
sobrepõem aos interesses coletivos. Busca-se a todo custo gozar, não importa
como nem do quê, mesmo a custa da exploração e do sofrimento do outro. Os fins
justificam os meios e o fim é: se dar bem; levar vantagem em tudo; não importam
os meios. Os ideais parecem não mais existir.
Hoje as éticas têm sobrenomes: a
ética utilitária, a ética das finalidades... tudo tem de servir para gozar e
todos devem gozar da mesma forma; propõe-se os objetos de gozo e de felicidade,
ainda que não se propõe que todos possam ter acesso a esses objetos – daí a
violência, pois para atingir o fim, não importa o meio: eis a ética! Propor o bem
individual acima do bem comum tem graves consequências, isso trouxe consequências bastante preocupantes para os dias atuais. Os valores coletivos
ficaram para trás.
Essa ética utilitária acaba
criando isso que se chama de antiético. Essa frase: antiético, faz perguntar:
em que relação? Se for antiético, é contrária a ética? Qual ética? A ética dos
princípios, da finalidade, do bem comum? São tantas as éticas. Vive-se um mal
entendido no campo da ética, pois parece que alguns têm éticas e outros não tem.
Está na hora de voltar a ler e a
ensinar KANT nas escolas, para as nossas crianças e adolescentes. Ele propõe
uma ética universal que diz: você tem o direito de fazer qualquer coisa que,
qualquer um fazendo, seria também um bem para você. A ética universal de KANT é
muito importante e precisa ser ensinada. Esse tipo de juízo ético é fundamental
nos projetos de vida das pessoas, sobretudo se queremos uma sociedade centrada
nos valores humanos e no respeito ao outro.
Jorge Sesarino. Psicólogo e
Psicanalista. Revista Contrato.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
SUBJETIVIDADE E APRENDIZAGEM.
SUBJETIVIDADE E
APRENDIZAGEM.
Enquanto era
desconhecido ou desconsiderado o fato de que cada sujeito percebe, representa e
vive a realidade das coisas e do mundo que o rodeia de maneira singular,
pessoal e única, os problemas de aprendizagem (problema do aluno) e de fracasso
escolar (problemas da escola) não eram nem podiam ser adequadamente
diagnosticado e tratado. Por isso, não se pode pensar em Psicopedagogia sem considerar
a subjetividade do aprendente, do ensinante e do próprio psicopedagogo. Afinal,
um mesmo fato pode provocar sentimentos diferentes em pessoas diferentes,
dependendo da experiência de vida de cada uma. Mas ainda, um mesmo fato pode
produzir sentimentos diferentes numa mesma pessoa, em diferentes momentos de
sua vida.
Beatriz Scoz (2001)
introduz a questão da objetividade e da subjetividade na formação de educadores
e psicopedagogos com muita perspicácia, afirmando que o trabalho com a
objetividade e subjetividade na formação dos psicopedagogos deve ser
compreendido dentro de um contexto amplo de transformações sociais e culturais,
que afetam não só o que temos de saber para enfrentar o mundo, mas também o que
temos de saber para compreender a nós mesmos e aos demais.
Sara Paín, em seu livro
Subjetividade e Objetividade, introduz a questão da subjetividade na educação
realçando a singularidade do aprendente. Segundo ela, a pedagogia, durante
muitos séculos, levou em conta apenas uma parte do ser humano: o sujeito
epistêmico – sujeito que se dedica somente ao conhecimento -, baseando-se
nas capacidades ou habilidades que esse indivíduo tem para conhecer. Essa
pedagogia não levava em conta que esse indivíduo tem, ao mesmo tempo, uma
história, um destino, algo que o diferencia dos outros indivíduos. Tem sua singularidade.
Quanto ao diagnóstico
psicopedagógico, encorajamos o profissional a desenvolver um olhar afetivo e
compreensivo da subjetividade do aprendente, que tem uma história de vida
peculiar e única. O psicopedagogo tem de apostar na possibilidade da cura e não
se fixar na patologia, rotulando a criança, mas respeitando sua individualidade
subjetiva. Precisamos de novos recursos, além dos cognitivos, para ajudar as
crianças a aprender. Estabelecer vínculos positivos e ajudar os alunos a
entender suas emoções e administrá-las pode ser o diferencial de excelência na
atuação do educador. Um bom vínculo afetivo é o contrário da dependência, pois
proporciona a segurança básica para o exercício da autonomia.
Sonia Parente, no
prefácio do livro Subjetividade e objetividade, de Sara Paín, adverte
categoricamente que
[...] o recado para nós, educadores e
profissionais da aprendizagem, é claro. É preciso ampliar a escuta. É preciso
dar lugar para aquilo que é diferente da norma.É preciso evitar uma educação
dominadora e uma psicopedagogia adaptativa, que depende da manutenção da
ignorância e que produz sujeitos passivos, submissos, que reproduzem a
oligotimia social ( diminuição da capacidade de adaptação biopsicossocial que
dificulta a aquisição de novas condutas por deficiências intrínsecas ou
extrínsecas).
O psicopedagogo deve
procurar desenvolver as habilidades de uma comunicação afetiva com o paciente.
Essa comunicação afetiva implica ouvir ativamente, ou seja, perceber não apenas
o que a criança ou jovem diz com palavras, mas o que Le diz sem palavras, com
seu silêncio ou com sua linguagem corporal. Além disso, essa comunicação
implica liberdade na expressão das emoções, ser capaz de expressar as necessidades
de forma não agressiva, e desenvolver a empatia e a capacidade para o
entusiasmo e a surpresa.
Autor: Fernando Monte
–Serrat Emoções afeto e amor.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA.
PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA.
O Psicopedagogo Clínico é um agente facilitador do desenvolvimento
global da criança ou adolescente, que busca proporcionar o estímulo adequado a
um crescimento intelectual e emocional.
O atendimento Psicopedagógico ajuda a criança ou adolescente a estabelecerem
uma relação positiva com a aprendizagem, conquistando assim autonomia na sua
rotina diária e na escola.
Casos em que a Psicopedagogia é altamente indicada:
Afasias, Audiomudez, Distúrbios afetivos (ansiedade, inibição, depressão, Dificuldade de leitura e escrita sem causa orgânica, Dificuldade de memorização, atenção e concentração, Distúrbio da lateralidade, Distúrbio na organização têmporo-espacial, Distúrbio motor, Disfalia, Disgrafia, Dislexia, Dislexia Disortográfica, Hiperatividade, Instabilidade psicomotora, Gagueira.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
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