segunda-feira, 20 de maio de 2013

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA.


PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA.



O Psicopedagogo Clínico é um agente facilitador do desenvolvimento global da criança ou adolescente, que busca proporcionar o estímulo adequado a um crescimento intelectual e emocional.
O atendimento Psicopedagógico ajuda a criança ou adolescente a estabelecerem uma relação positiva com a aprendizagem, conquistando assim autonomia na sua rotina diária e na escola.

Casos em que a Psicopedagogia é altamente indicada:

Afasias, Audiomudez, Distúrbios afetivos (ansiedade, inibição, depressão, Dificuldade de leitura e escrita sem causa orgânica, Dificuldade de memorização, atenção e concentração, Distúrbio da lateralidade, Distúrbio na organização têmporo-espacial, Distúrbio motor, Disfalia, Disgrafia, Dislexia, Dislexia Disortográfica, Hiperatividade, Instabilidade psicomotora, Gagueira.





sexta-feira, 17 de maio de 2013

PENSAMENTOS POSITIVOS


Igual Desigual - Ninguém é igual a ninguém.



Igual Desigual

Eu desconfiava: 
todas as histórias em quadrinho são iguais. 
Todos os filmes norte-americanos são iguais. 
Todos os filmes de todos os países são iguais. 
Todos os best-sellers são iguais 
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais. 
Todos os partidos políticos são iguais. 
Todas as mulheres que andam na moda são iguais. 
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais 
e todos, todos os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais. 

Todas as guerras do mundo são iguais. 
Todas as fomes são iguais. 
Todos os amores, iguais iguais iguais. 
Iguais todos os rompimentos. 
A morte é igualíssima. 
Todas as criações da natureza são iguais. 
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais. 
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.                                                             

Ninguém é igual a ninguém. 
Todo o ser humano é um estranho ímpar. 

(Carlos Drummond de Andrade, "A Paixão Medida")

AUTOESTIMA: RELAÇÃO PROFESSOR E ALUNO

AUTOESTIMA: RELAÇÃO PROFESSOR E ALUNO
O amor por si mesmo.
A autoestima é uma construção, uma conquista, a partir de uma história preexistente, uma história identificatória.
Para aprender é preciso aceitar a presença do outro, desenvolver vínculos não fixados em imagens narcísicas que fragilizam e empobrecem o EU, a representação de si mesmo. Para aprender é importante a dependência, o pertencimento, o reconhecimento das diferenças e semelhanças nas circunstâncias educativas formais e informais.
Sabemos que o amor por si mesmo tem uma orientação dialética, pois este não existe num estado puro, in vácuo, está ligado a fatores interpsíquicos desenvolvidos nas sucessivas identificações com os pais, ou seus representantes desde os primeiros anos de vida.
A partir da diferenciação entre a realidade e a fantasia, entre o mundo interno e o mundo externo, a criança e o adolescente conquistam progressivamente a independência do outro, o reconhecimento de que somente na diferença o ser humano se torna semelhante.
Aprendemos o que somos desde que nascemos. O que nos liga aos outros é a emoção, fundante do EU, da alteridade e da cognição.
Para Kohut (1988) as pessoas com problemas de autoestima sentem-se ameaçadas com a perda da atenção do outro, ou de sua admiração. É preciso um motivo para crescer na perspectiva afetiva e cognitiva. Um motivo para aprender, um movimento interno, uma estima pessoal capaz de criar metas e gerar um desejo onde não existia.
Essa não é só uma questão dos alunos, é também dos professores que precisam encontrar o fio que leva para o desejado, a razão que motiva a busca do conhecimento. Encontrar a razão do que se aprende e as conseqüências de aprender em termos de amadurecimento psíquico e social.
Quando os alunos percebem que o resultado da aprendizagem pode ser significativo, pois trazem desafios, problematizações, nota-se um esforço, um controle das emoções, um domínio que fortalece a autoestima. Por outro lado, os professores precisam encontrar o desejo que torna sólido e consistente o caminho para aprender.
O professor têm que considerar que, no ensino formal, a convivência se dá com diversas linguagens e histórias de vida. Cada uma traz uma filiação, um pertencimento.Está inscrito num mundo transgeracional. Os laços sociais e culturais respondem, em grande parte, pela coesão narcísica, imagem e estima de si mesmo, reforçadas em âmbito escolar.
Ainda que as mudanças na cultura contemporânea atestem a escassez de laços duradouros e íntimos entre as pessoas, é preciso analisar as causas dos sucessos e fracassos em sala de aula. Aceitar os conhecimentos prévios dos alunos e reduzir as dificuldades das tarefas propostas.
Para que os alunos aprendam é preciso um professor que queira ensinar e promover um ambiente de aprendizagem cooperativo, que incentive a autonomia e a autoestima.
Aprender é condição humana. Todas as aprendizagens se originam em contextos de interação, comunicação e empatia. Aprender é um ato simbólico que se dá pela via da identificação numa relação assimétrica e simétrica. Uma relação que coloca o professor como alvo de identificações, como um personagem a ser imitado de modo inconsciente.
Autora: Maria Beatriz Jaccques Ramos. Mestre em aconselhamento Psicopedagógico. Doutora em psicologia.

domingo, 28 de abril de 2013

AS CAUSAS MAIS FREQUENTES PARA AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM:

AS CAUSAS MAIS FREQUENTES PARA AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM:


1-ESCOLA. Além da instituição escola, estão incluídos neste item os intra-escolares como inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino, e relacionamento professor – aluno. Vale salientar a necessidade de diferenciar com uma especial atenção, as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares. Para elas essa última revela a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos.
É muito comum vermos professores usando material de ensino desestimulante, desatualizado, totalmente desprovido de significado para muitas crianças, sem levar em consideração suas diferenças individuais.

2- Fatores intelectuais;

3- Déficits físicos e sensoriais;

4- Desenvolvimento da linguagem;

5- Fatores afetivos – emocionais;

6-Fatores ambientais (nutrição e saúde);

7- Diferenças culturais e ou sociais;

8- Dislexia;

9- Deficiência não verbal.


Numa criança com distúrbio de aprendizagem o desenvolvimento se processa mais lentamente do que em outra criança, especialmente na área da atenção seletiva. Não considere essas crianças defeituosas, deficientes ou permanentemente inaptas. Podem aprender!
Procure uma forma de ensino. Não procure algo que  esteja errado na criança. É provável que seu método de ensino e a forma de aprendizagem pela criança estejam em defasagem. Nem a criança nem o professor devem ser responsabilizados por isso, mas o professor pode ser responsável se não tentar algo. (Autoria: ME. DORALICE VEIGA ALVES.)





sexta-feira, 26 de abril de 2013

PSICOPEDAGOGIA: AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO



PSICOPEDAGOGIA: TRABALHO CLÍNICO.
O trabalho clínico dá-se na relação entre um sujeito com sua história pessoal e sua modalidade de aprendizagem, buscando compreender a mensagem de outro sujeito, implícita no não aprender. Nesse processo, onde investigador e objeto-sujeito de estudo interagem constantemente, a própria alteração toma-se alvo de estudo da Psicopedagogia. Isso significa que, nesta modalidade de trabalho, deve o profissional compreender o que o sujeito aprende – como o sujeito aprende e porque o sujeito aprende, além de perceber a dimensão da relação entre o psicopedagogo e o sujeito, de forma, a favorecer a aprendizagem.
No exercício clínico, o psicopedagogo deve reconhecer seu processo de aprendizagem, seus limites, suas competências, principalmente a intrapessoal e a interpessoal, pois seu objeto de estudo é um outro sujeito, sendo essencial o conhecimento e possibilidades de diferenciação do que é pertinente de cada um. Essa inter-relação de sujeitos, em que um procura conhecer o outro naquilo que o impede de aprender, implica uma temática muito complexa.
O psicopedagogo tem como função identificar a estrutura do sujeito, suas transformações no tempo, influências do seu meio nestas transformações e seu relacionamento com o aprender. Este saber exige do psicopedagogo o conhecimento do processo de aprendizagem e todas as suas inter-relações com outros fatores que podem influenciá-lo, das influencias emocionais, sociais, pedagógicas e orgânicas. Conhecer os fundamentos da Psicopedagogia implica refletir sobre suas origens teóricas, compreendendo o movimento interdisciplinar. E, sobretudo, perceber e garantir a aplicação dos conhecimentos disciplinares num novo quadro teórico próprio, nascido de sementes em comum.
Psicopedagogia: Avaliação e Diagnóstico.
Autoria: ME. DORALICE VEIGA ALVES.